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Tradutora e Intérprete no Reino Unido – Shayla Bittencourt

Tradutora e Intérprete no Reino Unido – Shayla Bittencourt

Conheço a Shayla desde criança. Ela sempre foi uma fonte de inspiração para mim, porque nunca conheci alguém que quando coloca uma meta em sua mente, não para até atingir. E atinge rápido!

Deixando as pessoas ao seu redor maravilhadas com o que uma pessoa consegue fazer com só 24 horas por dia. Nesta entrevista, converso com a Shayla sobre o que lhe levou a decidir se tornar interprete, traduzir um livro e sobre o segredo de aprender a falar um idioma. Tenho certeza que a sua dedicação servirá de inspiração a  todos os leitores da Entre Brasucas!

Shayla, fale um pouco sobre você, por favor.

Meu nome é Shayla Bittencourt, eu moro na Inglaterra e tenho uma filha de 19 anos. Eu nasci no Brasil, onde vivi até os 25 anos de idade. Foi então que decidi deixar meu país e embarcar em uma grande aventura. Meu destino: Londres.

Há quanto tempo você mora fora do Brasil?

Isso foi há 22 anos.

O que te levou a decidir virar intérprete?

Meu objetivo sempre foi aprender a falar inglês fluentemente. Depois de anos de estudo, resolvi que gostaria de trabalhar em uma área onde pudesse utilizar tudo o que tinha aprendido. Achava muito interessante a ideia de trabalhar com as duas línguas – português e inglês – simultaneamente.

Quanto tempo levou para completar sua formação de intérprete, e começar a trabalhar na área?

Para se tornar uma intérprete é preciso tirar o Diploma de Intérprete Professional do Serviço Público – DPSI (sigla em inglês). O exame é oferecido pelo Chartered Institute of Linguists e é dividido em cinco partes: três exames orais e duas traduções escritas. O tempo de estudo recomendado para se conseguir o diploma é de um a três anos.

Que dica você daria a uma pessoa que quer ser intérprete?

Para se tornar intérprete é fundamental o domínio dos dois idiomas, assim como muita leitura nas duas línguas. É preciso ter conhecimento sobre diversos assuntos e familiaridade com a sua própria cultura e a cultura do país da segunda língua.

Qual você acha que seja a parte mais difícil de aprender inglês?

Todos os idiomas apresentam seus desafios, o problema maior é a falta de perseverança para o estudo de uma língua estrangeira – é preciso dedicação, e mesmo assim, leva-se tempo.

Que dica você daria a uma pessoa que quer aprender inglês, simplesmente por viver fora do país?

A minha dica para quem quer aprender a falar inglês, ou qualquer outra língua, é sempre a mesma: faça desse idioma parte da sua vida diária e não deixe para abrir os livros somente duas vezes por semana durante a aula. Tenha anotações espalhadas pela casa, leia diariamente revistas que tenham uma linguagem acessível, participe de grupos de conversação, enfim, se familiarize com a língua o máximo que puder.

Você traduziu um livro de crônicas da Martha Medeiros, com o titulo Non-Stop. Me conte mais sobre isso, o que te levou a querer traduzir um livro?

Quanto ao que me levou a traduzir o livro da autora brasileira Martha Medeiros, acredito que, antes de mais nada, tenha sido a minha paixão pelos livros; e senti que tinha uma oportunidade de fazer chegar o seu trabalho a um público maior. Foi um experiência que marcou muito a minha carreira pois eu lia seus livros desde muito jovem. O meu encontro com a autora também foi algo muito especial e acabamos nos tornando grandes amigas.

E, para finalizar, qual será a sua próxima aventura?

A minha próxima aventura – é acredito que esse seja mesmo o termo! – inclui a tradução de mais um livro da mesma autora, que já́ está em fase final. Espero que em breve possam encontrá-lo nas livrarias do Reino Unido.

Por Elisa Oricchio

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